quinta-feira, 30 de junho de 2011

Wanderlan e Mauro Ricardo, nesta quinta-feira no Mistura Cenários.

Wanderlan (voz e bateria) e Mauro Ricardo - (voz e violão) vêm encantar nossa quinta-feira com MPB, Bossa-Nova, Pop Rock Nacional e Internacional, a partir das 20:30.



Couvert: 5,00 por pessoa

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Lo Borges

Salomão Borges Filho, mais conhecido como Lô Borges (Belo Horizonte, 10 de janeiro de 1952) é um cantor e compositor brasileiro.

Foi um dos fundadores do Clube da Esquina, grupo de artistas mineiros que marcou presença na música popular nas décadas de 1970 e 1980. É co-autor, junto com Milton Nascimento, do disco Clube da Esquina, de 1972, que se tornaria um marco na música popular brasileira. Entre suas composições mais famosas destacam-se, entre outras, Paisagem da Janela, Para Lennon e McCartney, Clube da Esquina n.º 2 e O Trem Azul.

É considerado um dos compositores mais influentes da música brasileira, tendo sido gravado por Elis Regina, Milton Nascimento, Flávio Venturini e até por ídolos do pop-rock, como Nenhum de Nós, Ira!, Skank e Nando Reis, entre outros.

A canção "Paisagem da Janela" foi regravada em 2000 pela artista Vanessa Rangel.

Discografia
  • 1972: Clube da Esquina
  • 1972: Lô Borges
  • 1979: A Via Lactea
  • 1980: Os Borges
  • 1981: Nuvem Cigana
  • 1984: Sonho Real
  • 1987: Solo - Ao Vivo
  • 1996: Meu Filme
  • 2001: Feira Moderna
  • 2003: Um Dia e Meio
  • 2006: BHanda
  • 2008: Intimidade
  • 2008: Harmonia

Quer ouvir mais? Hoje no Mistura Cenários teremos Robstron Medeiros interpretando Lo Borges e outros.

Sexta-feira no Mistura Cenários!

ROBSTON MEDEIROS, NESTA SEXTA INTERPRETA "CHICO BUARQUE / DJAVAN / MILTON / LO BORGES", entre outros.....

quarta-feira, 22 de junho de 2011

PATATIVA DO ASSARÉ - Autobiografia

Eu, Antônio Gonçalves da Silva, filho de Pedro Gonçalves da Silva, e de Maria Pereira da Silva, nasci aqui, no Sítio denominado Serra de Santana, que dista três léguas da cidade de Assaré. Meu pai, agricultor muito pobre, era possuidor de uma pequena parte de terra, a qual depois de sua morte, foi dividida entre cinco filhos que ficaram, quatro homens e uma mulher.

Eu sou o segundo filho. Quando completei oito anos, fiquei órfão de pai e tive que trabalhar muito, ao lado de meu irmão mais velho, para sustentar os mais novos, pois ficamos em completa pobreza. Com a idade de doze anos, freqüentei uma escola muito atrasada, na qual passei quatro meses, porém sem interromper muito o trabalho de agricultor. Saí da escola lendo o segundo livro de Felisberto de Carvalho e daquele tempo para cá não freqüentei mais escola nenhuma, porém sempre lidando com as letras, quando dispunha de tempo para este fim.

Desde muito criança que sou apaixonado pela poesia, onde alguém lia versos, eu tinha que demorar para ouvi-los. De treze a quatorze anos comecei a fazer versinhos que serviam de graça para os serranos, pois o sentido de tais versos era o seguinte: Brincadeiras de noite de São João, testamento do Juda, ataque aos preguiçosos, que deixavam o mato estragar os plantios das roças, etc. Com 16 anos de idade, comprei uma viola e comecei a cantar de improviso, pois naquele tempo eu já improvisava, glosando os motes que os interessados me apresentavam. Nunca quis fazer profissão de minha musa, sempre tenho cantado, glosado e recitado, quando alguém me convida para este fim.

Quando eu estava nos 20 anos de idade, o nosso parente José Alexandre Montoril, que mora no estado do Pará, veio visitar o Assaré, que é seu torrão natal, e ouvindo falar de meus versos, veio à nossa casa e pediu à minha mãe, para que ela deixasse eu ir com ele ao Pará, prometendo custear todas as despesas. Minha mãe, embora muito chorosa, confiou-me ao seu primo, o qual fez o que prometeu, tratando-me como se trata um próprio filho.



Chegando ao Pará, aquele parente apresentou-me a José Carvalho, filho de Crato, que era tabelião do 1o. Cartório de Belém. Naquele tempo, José Carvalho estava trabalhando na publicação de seu livro "O matuto Cearense e o Caboclo do Pará", o qual tem um capítulo referente a minha pessoa e o motivo da viagem ao Pará. Passei naquele estado apenas cinco meses, durante os quais não fiz outra coisa, senão cantar ao som da viola com os cantadores que lá encontrei. De volta ao Ceará, José Carvalho deu-me uma carta de recomendação, para ser entregue à Dra. Henriqueta Galeno, que recebendo a carta, acolheu-me com muita atenção em seu Salão, onde cantei os motes que me deram.



Quando cheguei na Serra de Santana, continuei na mesma vida de pobre agricultor; depois casei-me com uma parenta e sou hoje pai de uma numerosa família, para quem trabalho na pequena parte de terra que herdei de meu pai.

Não tenho tendência política, sou apenas revoltado contra as injustiças que venho notando desde que tomei algum conhecimento das coisas, provenientes talvez da política falsa, que continua fora do programa da verdadeira democracia.

Nasci a 5 de março de 1909. Perdi a vista direita, no período da dentição, em conseqüência da moléstia vulgarmente conhecida por Dor-d'olhos.

Desde que comecei a trabalhar na agricultura, até hoje, nunca passei um ano sem botar a minha roçazinha, só não plantei roça, no ano em que fui ao Pará.

ANTÔNIO GONÇALVES DA SILVA, Patativa do Assaré.

DISCOGRAFIA
1964 - "A Triste Partida", poema de Patativa é gravado por Luiz Gonzaga.
1979 - Patativa do Assaré - Poemas e canções.Também pela CBS.
1980 - Vaca Estrela e Boi Fubá (Fagner/CBS).
1981 - A terra é naturá. CBS (também em CD).
1984 - 85 anos de poesia SomZoom (também em CD).
1985 - Disco "Patativa do Assaré" (Projeto do BEC - Banco do Estado do Ceará).
1985 - Seca d'água, compacto simples para a campanha Nordeste já. 
1989 - Canto Nordestino - 80 anos de luz.
1995 - Patativa do Assaré - 88 anos de poesia.


terça-feira, 21 de junho de 2011

sábado, 18 de junho de 2011

Sábado é dia de descanso. Então venha relaxar ao som de Edinho Vilas Boas no Mistura Cenários

Sábado é dia de descanso. Então venha relaxar ao som de Edinho Vilas Boas no Mistura Cenários
Edinho Vilas Boas interpretando Clássicos da MPB, Sambinhas, Bossa Nova... A partir das 20:00 
Couvert: 5,00 por pessoa

CLARA GALVÃO E SEU CAVAQUINHO

HOJE INTERPRETANDO "NOEL ROSA" 
A PARTIR DAS 21:00
ANTECIPE A SUA RESERVA: 3254-2520

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Para sua sexta ficar perfeita,
venha se divertir no 
com o melhor da MPB
com Robstron Medeiros.


Hoje é sexta-feira, dia de extravasar no Mistura Cenários ao som de Robstron Medeiros interpretando o melhor da “MPB” como, Chico Buarque, Milton Nascimento, Djavan entre outros - a partir das 21:00

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Hoje é a noite para você saborear as Delícias de Caranguejo ao som de Roberta Lima.

Pratos indicados para hoje:
  • Casquinha de Caranguejo;
  • Arroz de Caranguejo;
  • Escondidinho de Caranguejo;
  • Batata Rostye de Carangueijo.
Especial de Roberta Lima - canta - "ROBERTO CARLOS"

Reservas: 3254.2520

O CÚMULO DA DESCONFIANÇA

Dois caranguejos amigos (mas muito desconfiados um com o outro)andavam a passear na praia.
A certa altura encontraram um ouriço.Diz um para o outro:
- Olha, já temos lanche, mas agora falta o pão, vai tu buscar pão!
- Eu não! diz o outro, depois tu comes o ouriço!
- Então vamos tirar à sorte. Assim fizeram, e o caranguejo escolhidofartou-se de repetir:
- Eu vou buscar pão mas tu não tocas no ouriço até eu chegar!
- Tá bem diz o outro!
Passaram horas, passaram dias, semanas, meses, a maré enchia e vazava e o caranguejo sempre em cima do ouriço para ele não fugir.
Ao fim de alguns anos, o caranguejo já velho e barbudo, lá continuava em cima do ouriço. Até que pensou, ele já morreu, nunca mais aparece e estou eu aqui feito parvo a guardar o ouriço, vou mais é comê-lo.
Quando este se prepara para deitar a boca ao ouriço, salta o outro de trás de uma pedra e diz:
- Se tocas no ouriço não vou buscar o pão!!!
Quantas pessoas há que conhecemos que passam grande parte da vida a proceder como o segundo caranguejo?

terça-feira, 14 de junho de 2011

Alberto Nepomuceno

Alberto Nepomuceno (Fortaleza, 6 de julho de 1864 — Rio de Janeiro, 16 de outubro de 1920) foi um compositor brasileiro. Considerado o "pai" do nacionalismo na música erudita, deixou inacabada a ópera ópera O Garatuja (Ver lista de obras no fim do artigo), baseada na obra de mesmo nome de José de Alencar. Escreveu duas óperas completas, Artemis, e Abul, ambas sem temática nacionalista. Pesquisas recentes mostram que Nepomuceno compôs obras de caráter modernista, chegando a experimentar com a politonalidade nas Variações para piano, opus 29.

Filho de Vítor Augusto Nepomuceno e Maria Virgínia de Oliveira Paiva, foi iniciado nos estudos musicais por seu pai, que era violinista, professor, mestre da banda e organista da Catedral de Fortaleza. Em 1872 transferiu-se com a família para Recife, onde começou a estudar piano e violino.

Responsável pelo sustento de sua mãe e irmã após a morte de seu pai, em 1880, Nepomuceno empregou-se como tipógrafo e passou a ministrar aulas particulares de música, ficando impossibilitado de prosseguir seus estudos no Curso de Humanidades. Apesar do pouco tempo que lhe sobrava, conseguiu dar continuidade aos seus estudos musicais com o maestro Euclides Fonseca.

Durante sua juventude, manteve amizade com alunos e mestres da Faculdade de Direito do Recife, como Alfredo Pinto, Clóvis Bevilaqua, Farias Brito. A Faculdade, nessa época, era um grande centro intelectual do país; por lá fervilhavam idéias e análises sociais de vanguarda, como os estudos sociológicos de Manuel Bonfim e Tobias Barreto, além das teorias darwinistas e spenceristas de Sílvio Romero. Foi Barreto quem despertou em Nepomuceno o interesse pelos estudos da língua alemã e da filosofia.

Tornou-se um defensor atuante das causas republicana e abolicionista no Nordeste, participando de diversas campanhas. Entretanto, não descuidou de suas atividades como músico, assumindo, aos dezoito anos, a direção dos concertos do Clube Carlos Gomes de Recife. Atuou também como violinista na estréia da ópera Leonor, de Euclides Fonseca, no Teatro Santa Isabel.

De volta ao Ceará com a família, ligou-se a João Brígido e João Cordeiro, defensores do movimento abolicionista, passando a colaborar em diversos jornais ligados à causa. Devido às suas atividades políticas, seu pedido de custeio ao governo imperial para estudar na Europa foi indeferido.


Sociedade da Corte
Em 1885, Nepomuceno mudou-se para o Rio de Janeiro, indo morar na residência da família Bernardelli. Deu continuidade aos seus estudos de piano no Beethoven Club, onde se apresentou ao lado de Artur Napoleão. Pouco tempo depois, foi nomeado professor de piano do clube, que tinha em seu quadro funcional, como bibliotecário, Machado de Assis.

A capital do império, neste período, vivia um momento de grande efervescência social, política e cultural. No âmbito social, ocorria um vertiginoso crescimento populacional com o aumento do fluxo migratório em busca de trabalho. No plano político, sucediam-se os ataques das campanhas abolicionista e republicana à monarquia. No campo literário, os movimentos romântico, simbolista e naturalista, em voga na Europa, influenciavam diversos escritores brasileiros, como Olavo Bilac, Machado de Assis, Aluísio Azevedo e Coelho Neto.

O grande interesse de Nepomuceno pela literatura brasileira e pela valorização da língua portuguesa, aproximou-o de alguns dos mais importantes autores da época, surgindo, da parceria com poetas e escritores, várias composições como: Ártemis (1898), com texto de Coelho Neto; Coração triste (1899), com Machado de Assis; Numa concha (1913), com Olavo Bilac.

Tens uma fibra de artista e admirável 
E tens do nosso povo o voto eterno 
Que o título de artista e de notável 
Não nasce dos favores do governo 

No ano anterior à abolição da escravatura, compôs Dança de Negros (1887), uma das primeiras composições que utilizou motivos étnicos brasileiros. A primeira audição dessa obra, que mais tarde se tornou Batuque, da Série Brasileira, foi apresentada pelo autor no Ceará. Outras peças foram compostas na mesma época, como Mazurca, Une fleur, Ave Maria e Marcha fúnebre.

Apesar de ser visto com desconfiança pela família imperial, devido às suas posições políticas, Nepomuceno, pela sua importância no cenário musical brasileiro, chegou a ser convidado pela Princesa Isabel para tomar chá no Paço Imperial.

--189.24.121.138 17h19min de 20 de Outubro de 2007 (UTC)--189.24.121.138 17h19min de 20 de Outubro de 2007 (UTC)

Europa
Viajou para a Europa na companhia de seus grandes amigos, os irmãos Henrique e Rodolfo Bernardelli, em agosto de 1888, com o objetivo de ampliar sua formação musical. Em Roma, matriculou-se no Liceo Musicale Santa Cecilia, na classe de Harmonia, de Eugenio Terziani, e na de piano, de Giovanni Sgambatti; depois, com a morte de Terziani, prosseguiu os estudos com Cesare De Sanctis.

Em 1890 partiu para Berlim, onde aperfeiçoou seu domínio da língua alemã e ingressou na Academia Meister Schulle, tornando-se aluno de composição de Heinrich von Herzogenberg, grande amigo de Brahms. Durante suas férias, chegou a assistir em Viena a concertos de Brahms e de Hans von Bülow. Transferiu-se depois para o Conservatório Stern de Berlim, onde, durante dois anos, cursou as aulas de composição e órgão com o professor Arnó Kleffel, e de piano, com H. Ehrlich.

Nepomuceno e sua futura esposa tiveram aulas também com o famoso Theodor Lechetitzky, em cuja sala de aula conheceu a pianista norueguesa Walborg Bang, com quem se casou em 1893. Ela era aluna de Edvard Grieg, o mais importante compositor norueguês da época, representante máximo do nacionalismo romântico. Após seu casamento, foi morar na casa de Grieg em Bergen. Esta amizade foi fundamental para que Nepomuceno elaborasse um ideal nacionalista e, sobretudo, se definisse por uma obra atenta à riqueza cultural brasileira.

Após realizar as provas finais do Conservatório Stern (1894), regendo a Filarmônica de Berlim com duas obras suas (Scherzo für grosses orcherter e Suíte Antiga), inscreveu-se na Schola Cantorum, em Paris, a fim de aprimorar-se nos estudos de órgão com o professor Alexandre Guilmant. Nessa época, conheceu Camille Saint-Saëns, Charles Bordes, Vicent D'Indy e outros. Assistiu à estréia mundial de Prélude à l'après-midi d'un faune, de Claude Debussy, obra que Nepomuceno foi o primeiro a apresentar no Brasil, em 1908, nas festas do Centenário da Abertura dos Portos. A convite de Charles Chabault, catedrático de grego na Sorbonne, escreveu a música incidental para a tragédia Electra.

Em 1900 marcou uma entrevista com o diretor da Ópera de Viena, Gustav Mahler, para negociar a apresentação de sua ópera Ártemis; porém, adoeceu gravemente, indo se recuperar em Bergen, na casa de seu amigo Edvard Grieg..

Em 1910, financiado pelo governo brasileiro, realizou diversos concertos com músicas de compositores nacionais em Bruxelas, Genebra e Paris. Durante a excursão, visitou Debussy em sua residência em Neuilly-sur-Seine, sendo presenteado com uma partitura autografada de Pelléas et Mélisande.

Nacionalismo
No dia 4 de agosto de 1895, Nepomuceno realizou um concerto histórico, marcando o início de uma campanha que lhe rendeu muitas críticas e censuras. Apresentou pela primeira vez, no Instituto Nacional de Música, uma série de canções em português, de sua autoria. Estava deflagrada a guerra pela nacionalização da música erudita brasileira. O concerto atingia diretamente aqueles que afirmavam que a língua portuguesa era inadequada para o bel canto. A polêmica tomou conta da imprensa e Nepomuceno travou uma verdadeira batalha contra o crítico Oscar Guanabarino, defensor ardoroso do canto em italiano, afirmando: "Não tem pátria um povo que não canta em sua língua".

A luta pela nacionalização da música erudita foi ampliada com o início de suas atividades na Associação de Concertos Populares, que dirigiu por dez anos (1896-1906), promovendo o reconhecimento de compositores brasileiros. A pedido de Visconde de Taunay, restaurou diversas obras do compositor Padre José Maurício Nunes Garcia e apoiou compositores populares como Catulo da Paixão Cearense.

A sua coletânea de doze canções em português foi lançada em 1904 e editada pela Vieira Machado & Moreira de Sá. O Garatuja, comédia lírica em três atos baseada na obra homônima de José de Alencar, é considerada a primeira ópera verdadeiramente brasileira no tocante à música, ambientação e utilização da língua portuguesa. Os ritmos populares também estão presentes nesta obra, como a habanera, o tango, a marcação sincopada do maxixe, o lundu e ritmos característicos dos compositores populares do século XIX, como Xisto Bahia, além das polcas de Callado e Chiquinha Gonzaga.

Em 1907 iniciou a reforma do Hino Nacional Brasileiro, tanto na forma de execução quanto na letra de Osório Duque Estrada. No ano seguinte, a realização do concerto de violão do compositor popular Catulo da Paixão Cearense, no Instituto Nacional de Música , promovido por Nepomuceno, causou grande revolta nos críticos mais ortodoxos, que consideraram o acontecimento "um acinte àquele templo da arte".

Ainda como incentivador dos talentos nacionais, atuou junto a Sampaio Araújo para editar as obras de um controvertido compositor que surgia na época: Heitor Villa-Lobos. Nepomuceno chegou a exigir que as edições de suas obras, distribuídas pela Casa Arthur Napoleão, contivessem, na contra-capa, alguma partitura do jovem Villa-Lobos.

O Instituto Nacional de Música
Alberto Nepomuceno iniciou suas atividades no Instituto Nacional de Música como professor de órgão em 1894. Após a morte de Leopoldo Miguez, em 1902, foi nomeado diretor. Devido a inúmeras pressões e divergências de ordem política e administrativa, pediu exoneração no ano seguinte. No entanto, como importante referência da música erudita local, foi designado pelo próprio Instituto para recepcionar Saint-Saëns em sua vinda ao país. Em 1906 reassumiu o cargo de diretor após o pedido de demissão de Henrique Oswald. Em sua segunda gestão, elaborou uma série de projetos visando à institucionalização da música erudita brasileira.

Um dos primeiros projetos iniciados por Nepomuceno foi a reforma do Hino Nacional Brasileiro e a regulamentação de sua execução pública. Mandou colocar no Instituto uma lápide em homenagem a Francisco Manuel da Silva, com a seguinte inscrição: "Ao fundador do Conservatório e autor do Hino de sua pátria". Foi nomeado também diretor musical e regente principal dos Concertos Sinfônicos da Exposição Nacional da Praia Vermelha, em comemoração ao Centenário da Abertura dos Portos. Nestes concertos, apresentou pela primeira vez ao público brasileiro os autores europeus contemporâneos Debussy, Roussel, Glazunow e Rimsky-Korsakov, além dos brasileiros Carlos Gomes, Barroso Neto, Leopoldo Miguez e Henrique Oswald.

Em 1909, enviou um projeto de lei ao Congresso Nacional com o intuito de criar uma Orquestra Sinfônica subvencionada pelo governo. Como diretor do Instituto, recepcionou, junto com Rui Barbosa e Roberto Gomes, o pianista Paderewsky em sua visita ao Brasil. Em 1913 regeu, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, o grande Festival Wagner, tendo como solista o tenor Karl Jorn, de Bayreuth.

Responsável pela tradução do Tratado de Harmonia de Schöenberg, Nepomuceno tentou, em 1916, implantá-lo no Instituto, mas encontrou forte oposição do corpo docente. Sentindo crescer as pressões contrárias da academia a seus projetos, pediu demissão no mesmo ano. Separado de Walborg e com sérias dificuldades financeiras, foi morar com Frederico Nascimento em Santa Teresa. Seu último concerto no Teatro Municipal aconteceu em 1917. Muito doente e enfraquecido, faleceu em 1920, aos 56 anos de idade. Segundo depoimento de seu grande amigo Otávio Bevilacqua, o compositor começou a cantar ao perceber a proximidade da morte: "... cantou noite adentro até o último suspiro em pleno dia" (Trevisan, João Silvério. Ana em Veneza. Rio de Janeiro: Record, 1998).


Obras
Música dramática 
Óperas: Porangaba (1887-1889), Electra (versão 1894), Ártemis (1898}, Abul (1899-1905) e O Garatuja (inacabada, 1904-1920). 
Opereta: A cigarra, 1911. 
Episódio lírico: A Pastoral, 1902. 
Música orquestral 
Marcha Fúnebre, Prière, Suíte da ópera Porangaba e Rhapsodie brésilienne todas de 1887; Scherzo vivace, Suíte Antiga, Sinfonia em sol menor e Spimlied (1893); Largo e ofertório, p/órgão e orquestra, (1896); Série brasileira (1. Alvorada na serra, 1892; 2. Intermédio, 1891; 3. A sesta na rede, 1896; 4. Batuque, 1888); Andante expressivo, e Serenata (1902); Seis valsas humorísticas, para piano e orquestra, (1903); O Garatuja, (1904); Suíte da ópera Abdul (1906); Romance e tarantela, para violoncelo e orquestra (1908), e Iriel (Cena e Dança), de 1916.

Música de câmara 
Trio: Trio, para piano, violino e violoncelo, 1916. 
Quartetos de cordas: Quarteto (1889); Quarteto nº 1 (1890); Quarteto nº 2 (1890), e Quarteto nº 3 (1891). 
Música instrumental 
Para piano: A brasileira, s.d.; Melodia, s.d.; Seis valsas humorísticas, s.d.; Dança de negros, 1887; Scherzo fantástico, 1887; Prece, 1887; Mazurca nº 1, 1887; Berceuse, 1890; Ninna nanna, 1890; Mazurca em ré menor, 1890; Folhas d'álbum 1-6, 1891; Une fleur (romance), 1891; Sonata, 1893; Suíte antiga (quatro movimentos), 1893; Valse impromptu, 1893; Diálogo, 1894; Anelo, 1894; Galhofeira, 1894; Valsa, 1894; Líricas nº 1 e 2, 1895; Tema e variações em lá maior, 1902; Variações sobre um tema original, 1902; Quatro peças infantis, 1903; Devaneio, 1904; Improviso, 1904; Barcarola, 1906; Dança, 1906; Brincando, 1906; Melodia, 1906; Noturno, 1907; Série Brasileira, 1908; Sinfonia em sol menor, 1908; Noturno nº 1, 1910; Valsa da cigarra, 1911; Noturno nº 2, 1912; Cloche de Noël, 1916. 
Para órgão: Orgelstück (quatro peças), 1893; Prelúdio e fuga, 1894; Comunhão, 1895; Sonata, 1895; Ofertório, 1902; Prelúdio e fuga, 1912. 
Duos: Mazurca, para violoncelo e piano, 1887; Prece, para violoncelo e piano, 1887; Romance e tarantela, para violoncelo e piano, 1908; Devaneio, para violino e piano, 1919. 

Música vocal 
Canto e piano: Conselho (Antigas modinhas brasileiras), s.d.; Morta (Trovas do norte), s.d.; A grinalda, s.d.; Amo-te muito, s.d.; Cantiga triste, s.d.; Cantigas, s.d.; Canto nupcial, s.d.; Perchè, 1888; Rispondi, 1888; Serenata di un moro, 1889; Tanto gentile tanto onesta pare, 1889; Blomma, 1893; Dromd Lycka, 1893; Der wunde Ritter, 1893; Ora, dize-me a verdade, 1894; Désirs divers, 1894; Einklang, 1894; Sehnsucht Vergessen, 1894; Gedichte, 1894; Herbst, 1894; Oraison, 1894; Wiegen Sie sauft, 1894; Moreninha, 1894; Moreninha (Medroso de amor), 1894; Madrigal, 1894; Mater dolorosa, 1894; Desterro, 1894; Au jardin des reves, 1895; Les yeux élus, 1895; La chanson de Gélisette, 1895; La chanson du silence (Il flotte dans l'air), 1895; Le miroir d'or, 1895; Cativeiro, 1896; Cantos da sulamita, 1897; Canção do amor, 1902; Sonhei, 1902; Oração ao diabo, 1902; Coração triste, 1903; O sono, 1904; Trovas alegres, 1905; Trovas tristes, 1905; Hidrófana, 1906; Saudade, 1906; Aime-moi, 1911; Razão e amor, 1911; Ocaso, 1912; Candura, 1914; Numa concha, 1914; Olha-me, 1914; Canção da ausência, 1915; Luz e névoa, 1915; Canção do Rio, 1917; Jangada, 1920. 

Canto e orquestra: Amanhece, s.d.; Xácara, s.d.; Trovas nº 1, s.d.; Trovas nº 2, s.d.; Dolor supremus, s.d.; Oração ao diabo, s.d.; Sempre, s.d.; Anoitece, s.d.; Cantigas (A guitarra), s.d.; Dor sem consolo, s.d.; A despedida, s.d.; Medroso de amor (Moreninha), 1894; Tu és o sol, 1894; Epitalâmio (Enfim), 1897; Canção, 1906; Cantilena, 1902; Coração indeciso, 1903; Filomela, 1903; Soneto, 1904; Turquesa, 1906; Nossa velhice, 1913; Le miracle de la semence, 1917. 

Coro: Baile na flor, para coro feminino, s.d.; Tambores e cornetas, s.d.; Hino à proclamação da República, 1890; Hino ao trabalho, 1896; As Uiaras, para coro feminino, 1896; Canção do Norte (Hino ao Ceará), para coro misto, 1903; Hino às árvores, 1909; Hino à Escola Normal, 1914; Oração à pátria, 1914; Hino à Alsácia-Lorena, 1915; Ode a Osvaldo Cruz, 1917; Canção do Acre, 1918; Hino à paz, 1919; Saudação à Bandeira, 1919. 

Música sacra 
Ave Maria nº 1, p/coro feminino, 1887; Ave Maria nº 2, para coro feminino a quatro vozes, s.d.; Ave Maria n° 3, para canto e órgão, s.d.; Ave Maria nº 4, para canto e órgão, s.d.; Canto fúnebre, para coro a duas vozes, 1896; Ingemisco, para canto e piano, s.d.; Invocação à Cruz, para coro a duas vozes, s.d.; Panis angelicus, para duas vozes e órgão, 1909; O Salutaris Hostia, para coro a quatro vozes e órgão, 1911; O Salutaris Hostia nº 2, para canto e piano, 1897; Tantum ergo, para coro e órgão, 1911; Ecce panis angelorum, para duas vozes e órgão, 1911; Missa, para coro a duas vozes e órgão, 1915.

Fontes Bibliográficas
Studart, Barão de. Dados Biográficos do maestro Alberto Nepomuceno. s.d, s.ed. 
Almeida, Zélia de. Perfil biográfico do maestro Alberto Nepomuceno. Niterói: 1964 (escrito em 27.02.1920), Editado pela autora.
Béhague, Gérard. The beginnings of musical nationalism in Brazil. Detroit Monographs in Musicology. number 1. Information Coordinators, Inc. Detroit, 1971. 
Corrêa, Sérgio Alvim. Alberto Nepomuceno; catálogo geral. Rio de Janeiro: FUNARTE/Instituto Nacional de Música/Projeto Memória Musical Brasileira. 1985.

Ligações externas
O Wikiquote tem uma coleção de citações de ou sobre: Alberto Nepomuceno.Canções digitalizadas 
Músicas em arquivos MIDI 

Pesquisas 
Alberto Nepomuceno em Divisão de Música do Arquivo Sonoro da Biblioteca Nacional - site oficial 
Conservatório de Música Alberto Nepomucento, Fortaleza-CE

Alberto Nepomuceno (1864-1920) é, a justo título, considerado o patriarca do nacionalismo musical brasileiro antes do advento de Villa-Lobos que, por sinal, sempre admirou incondicionalmente o autor de "O Guaratuja". NEPOMUCENO viveu apenas 56 anos, mas legou-nos uma obra vultosa abordando com maestria todos os gêneros musicais da ópera ao lied, da música sinfônica à música de câmara e instrumental. Para piano, deixou-nos grande quantidade de peças, abrangendo um período que vai de 1887 a 1912, ou seja, um quarto de século.
Ele próprio foi um exímio virtuose do teclado, pois, quando jovem, fez carreira como pianista concertista. Nos anos em que estudou na Europa, de 1888 a 1895, NEPOMUCENO aperfeiçou-se com alguns dos maiores pedagogos da época, entre eles Giovanni Sgambati em Roma, Heinrich Ehrlich em Berlim e Teodor Leschetitzki em Viena.

Além disso, manteve estreito contato com ilustres personalidades pianísticas de seu tempo: Teresa Careño, Harold Bauer, Ernest Schelling, Arthur Napoleão, Raoul Pugno, Paderewsky, Busoni, Vianna da Motta e Cortot, entre outros.
A propósito da obra integral para piano de ALBERTO NEPOMUCENO, gravada por MIGUEL PROENÇA, o crítico Luis Paulo Horta do Jornal do Brasil escreveu: "Sua produção é uma revelação. Não que nela estejam claros germes da brasilidade que levassem diretamente a Villa-Lobos. O contrário é que é verdadeiro... Ao piano, ALBERTO NEPOMUCENO é descendente direto de Brahms. Mas que piano! Nada a admirar, pois o compositor cearense passou vários anos de seu período formativo na Alemanha fim de século, onde Brahms era um profeta, um chefe de escola rival do grande Wagner. O que há de admirar é a força com que NEPOMUCENO explora essa vertente brahmsiana. A força já está presente na Sonata opus 9 (1893) - a mesma tensão que Edino Krieger enxerga na Sinfonia en sol menor: poderosos jogos de oitavas, saltos melódicos e um ímpeto às vezes arrebatador".
Ao se analisar o acervo pianístico de NEPOMUCENO, é preciso que se tenha em mente, que ele foi tipicamente "um artista de transição entre o espírito do século XIX que era o de servidão à Europa e o do século XX que era o de libertação" como afirmou Luis Heitor.
Essa dualidade refletiu-se na estética de sua obra, sobretudo para piano. Embora não tivessa sido um compositor propriamente "moderno", ele já se utiliza no longínquo ano de 1920, e isso é importante, da escala por tons inteiros (hexafônica) e da bitonalidade sobreposta nas duas claves em suas "Variações sobre um tema original" a peça pianística de maior fôlego (24') que aparece antes do "Rude Poema" de Villa-Lobos.
As primeiras composições sérias do repertório pianístico brasileiro surgem com Henrique Oswald (1852-1913), Alexandre Levy (1864-1892) e NEPOMUCENO. É por isso que uma obra tão antiga como a "Dança de Negros" (1887), a primeira que chamou a atenção para o nome de seu autor, soou tão "esquesita" na época. Cabem aqui três registros curiosos: A "Suite Antiga" (1893) foi editada na Noruega pela firma Brödene Halls, a pedido de Grieg, na casa de quem NEPOMUCENO se hospedara com a esposa Walborg Bang aluna dileta do mestre norueguês. O primeiro "Noturno" para mão esquerda em Dó Maior (1910), publicado pela Schirmer de Nova Iorque, o foi por influência direta de Enrique Granados através de sua ligação com o famoso pianista português Vianna da Motta, muito amigo de NEPOMUCENO. Quanto à "Galhofeira" (Paris, 1894), talvez com a "Prece" e o "Improviso" a peça mais popularizada de NEPOMUCENO, foi aproveitada quase literalmente por Darius Milhaud no seu "Carnaval D`Aix". O músico francês se ligara de profunda amizade por NEPOMUCENO quando, em 1918, esteve no Brasil secretariando o diplomata e poeta Paul Claudel.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Google Doodle homenageia 123° aniversário de Fernando Pessoa


O Google Doodle, imagem que ilustra a home page do site de buscas desta segunda-feira (13), homenageia o 123° aniversário de nascimento do poeta Fernando Pessoa.

Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa, no dia 13 de junho de 1888. Dentre suas muitas carreiras, além de poeta e escritor, Pessoa foi jornalista, comerciante, tradutor, editor, crítico literário e ativista político. Sua ampla atuação em diversas profissões também refletia em sua obra. Pessoa é reconhecido por se desdobrar em múltiplas personalidades, chamadas de heterônimos. Os mais famosos são Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro.

Reconhecido como um dos maiores poetas e escritores da língua portuguesa e da literatura universal, Pessoa deixou uma vasta obra de poemas,livros, anotações em várias línguas. Faleceu em 30 de novembro de 1935, devido a cirrose hepática. Sobre a morte, escreveu:

Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.
  
(Fernando Pessoa/Alberto Caeiro; Poemas Inconjuntos; Escrito entre 1913-15; Publicado em Atena nº 5, Fevereiro de 1925.)

Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo? (Fernando Pessoa)

São João de Campina Grande é atração em vídeo exibido nos vôos nacionais da TAM




Cerca de três milhões de passageiros da TAM Linhas Aéreas terão a oportunidade de conhecer o Maior São João do Mundo de Campina Grande e os atrativos turísticos da cidade. Durante todo o mês de maio, a Companhia estará exibindo em seus vôos nacionais um vídeo especial produzida pela TV TAM nas Nuvens sobre os festejos juninos na segunda maior cidade da Paraíba.

No documentário de nove minutos, será possível ver o ator de TV Cássio Reis dançando forró pé-de-serra, andando em carro de boi e degustando alguns pratos da culinária regional da Paraíba. São exibidas imagens da estrutura e formato do São João de Campina Grande, quando são dadas dicas de como chegar ao evento.

A realização do vídeo pela TAM nas Nuvens atendeu a uma solicitação do governador Ricardo Coutinho junto ao presidente da TAM, Líbano Barroso, por ocasião do 17º Workshop da CVC em São Paulo, em fevereiro deste ano. Na ocasião, o governador discutiu a viabilização do retorno dos vôos fretados pela CVC para o Estado e uma maior visibilidade da Paraíba.

Produção – A equipe de produção do vídeo contou com o apoio da PBTur (Empresa Paraibana de Turismo) e do trade turístico. Os profissionais estiveram no Distrito de Galante, onde gravaram na “Casa de Cumpade”. Em seguida a equipe seguiu para Campina Grande e conheceu em detalhes a ‘Vila do Artesão’, o Parque do Povo e gravou também no Largo do Açude Novo, além de outros espaços.

Participaram das gravações as quadrilhas juninas Mistura Gostosa, Escorrega Mas Não Cai, Mistura Explosiva e Arraial da Felicidade, além de um trio de forró e o artista Coroné Grilo.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Robston Medeiros no Mistura Cenários!

Hoje é sexta-feira, dia de extravasar no Mistura Cenários ao som de Robston Medeiros interpretando o melhor da “MPB” como, Chico Buarque, Milton Nascimento, Djavan entre outros - a partir das 21:00

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sabe o que espera por você mais tarde? O Show de Roberta Lima no Mistura Cenários.



Sabe o que espera por você mais tarde? O Show de Roberta Lima no Mistura Cenários.

“Especial” interpretando, "CANTORAS CONSAGRADAS DA MPB", com a participaçao do músico Ivo Studart que nos presenteia com arranjos musicais belissimos.

Lembrando que hoje é dia de Delícias de Caranguejo no Mistura Cenários.
Venha saborear:

Casquinha de Caranguejo;

Arroz de Caranguejo;
Escondidinho de Caranguejo;
Batata Rostye de Carangueijo.

Ligue e faça sua reserva: 3254.2520


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Entrevista com Clara Galvão.

Clara Galvão faz faculdade de música na UECE e o  instrumento é o piano.
Em 2000, iniciou seus estudos de música no conservatório de música Alberto Nepomuceno e nele ficou por 3 anos. Trabalhou 9 anos com corais, iniciou no coral da CAGECE e teve como Maestro o Prata. Foi neste coral que começou a fazer solos. Clara Galvão que é soprano coloratura, tive a honra de ouvir ela em seus agudos!

A família toda tem o dom da música. Segundo ela, deve fazer parte da genética. O pai toca violão, teclado e  já tocou clarinete na orquestra do Piamarta.

Clara Galvão teve uma maior proximidade com a MPB na faculdade e foi lá que ela criou uma paixão pelo cavaquinho.

Ao perguntar se ela enfrentou algum obstáculo com a família por estudar música ela foi bem enfática ao dizer que sempre teve o apoio dos seus pais, mas é claro que há um certo descontentamento por parte de primos, tios... Alguns falam: "deve ser ótimo fazer música na faculdade, você nem estuda, só fica nos corredores tocando e conversando..."

Quando Clara terminou o ensino médio ela tentou vestibular para outras coisas, mas não teve como fugir da música, pois é um dom.

Clara Galvão assiste aulas na faculdade pela manhã, ministra aulas particulares, toca na noite e ainda vai dirigir uma OperaRock. E ainda falam que vida de artista é uma vida fácil.

Segredo Revelado! Clara Galvão adora não fazer nada. Ah!? Como assim?!
Ela corre a semana toda, mas precisa ficar o final de semana em casa ouvindo música, criticando, vendo como melhorar as músicas que ouve... Clarinha, acho que isso não é ficar sem fazer nada. Até quando nada você faz você trabalha.

Ela adora sair com amigos, opa, mas são amigos e não multidão de colegas.

No meio da entrevista descobri que Clara Galvão foi lançada no Mistura Cenários. Mais uma artista lançada pelo Mistura Cenários.

Gosto musical de Clara Galvão:




Clara Galvão e convidados, hoje no Mistura Cenários.

Quarta-feira é dia de se encontrar com os amigos e relaxar ao som de uma boa música. Clara Galvão (cavaquinho), Amanda Nunes (violão) e Convidados, com “Samba e MPB”, a partir das 20:00. Programe-se e faça a sua reserva!
Couvert: 3,00 por pessoa

Hoje iremos publicar uma entrevista exclusiva!

CLARA GALVÃO E CONVIDADOS


Quarta-feira é dia de se encontrar com os amigos e relaxar ao som de uma boa música.
Clara Galvão (cavaquinho), 
Amanda Nunes (violão) e Convidados, 
com “Samba e MPB”, 
a partir das 20:00. 
Programe-se e faça a sua reserva!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sábado é dia de descanso. Então venha relaxar ao som de Edinho Vilas Boas no Mistura Cenários

Sábado é dia de descanso. Então venha relaxar ao som de Edinho Vilas Boas no Mistura Cenários.
Edinho Vilas Boas interpretando Clássicos da MPB, Sambinhas, Bossa Nova... A partir das 20:00 
Couvert: 5,00 por pessoa